domingo, 29 de abril de 2012

Você não sabe...

      Ando em uma época em que observar as pessoas tem sido uma proveitosa atividade. É um hábito adquirido por quem fala pouco: observar tudo a sua volta. Desdo do Bom dia até o Até logo, identifica-se em uma pessoa todos os sinais de caráter e transparência. Porém torna-se um pouco complexo e suscetível a falsas afirmações, vindo da precocidade da informação lida na atitude alheia. Explicado simplesmente pelo fato de não podermos "superjulgar", alguém cuja vida e sentimentos não são conhecidos por quem a vê e ouve. Para poder descrever alguém você precisa conhecer a sua intimidade, os seus mais profundos sentimentos e dores. Mas isso não funciona, todos nós "falso-julgamos" as pessoas ao redor. Proibido ? não. Mas talvez injusto.
         O que eu tenho percebido é que não se pode esperar a reciprocidade dos outros, cujos pensamentos não podem ser lidos e interpretados. Você pode escolher suas atitudes perante os outros, suas palavras e seus amores. Só não pode esperar que todos o valorizem e retribuam tamanha dedicação. O difícil é entender porque isso não é possível. Porém é simples, não se pode exigir que os outros o amem como você gostaria que fosse amado, cada um ama como sabe.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Extremamente intrínseco


Vez ou outra sente-se a necessidade de se agarrar a algo, ou melhor, a alguém. E quando isto não acontece com você ? E sua maior dificuldade é aprender a desejar alguém, a precisar de alguém, com a mesma intensidade de que se necessita de oxigênio. Grande desafio para quem aprendeu a se virar sozinha, conviver com seus fantasmas e matar suas próprias baratas. Isso parece de certa forma uma vantagem pra quem assim vive, mas e quando se depara com o resto do mundo e todo aquele medo da solidão que o ser humano teima em frizar. Neste momento pessoas individualista encontram em sua personalidade algo intrigante, como se o próprio ser o impedisse de realmente ser, de uma forma plena e intrisicamente único, o ser a dois, o ser em um só, ao mesmo tempo ser você e mais um. Ter alguém, ter amor e companhia. Ou não ter nada, por falta de opção, interesse ou escolha. Quando se busca algo que lhe cause alguma reação, seja adversa ou concordante, torna-se inevitável o não sentir, o continuar a esperar o impacto, este que ainda não chegou.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Feito para mim, faço de suas, minhas palavras.. Calmila Paier.

Eu queria entender, quem inventou que a gente precisa de outro alguém pra ser completo? Mas que coisa chata que é, você ser solteira, linda e glamurosa (cof cof) e ter sempre de se desculpar pois ainda não namora, nem nunca namorou. Sério gente, “amor eterno, amor pra vida toda” era lindo na época que se morria com no máximo 50 anos! Me cansa a beleza ter de sempre bater na mesma tecla da autossuficiência, independência, e blábláblá, me sinto besta já e sem mais argumentos que me esquivem do interrogatório.
Não é que eu não queira um companheiro ou seja uma militante fervorosa das solteironas convictas, até porquê em outros momentos por aqui já disse o que penso sobre a vontade de amar, mas acho brega, breguíssimo, quem vive a correr atrás de “bons partidos”. Amiga, partido bom é aquele que luta a favor da justiça social, o resto é ilusão que inventaram pra vender vestido de noiva e livros da Walt Disney.
É tanto mundo pra ver e conhecer que não dá tempo de ficar correndo atrás das tais borboletas, muito menos esperando elas pousarem no meu jardim. Namorar é bom, ser solteira também. Nascemos e morremos sozinhos. As duas grandes cenas da peça da vida são monólogos, muito provavelmente incompreensíveis aos ouvidos alheios, mas cheios de medo e gratidão.
Não quero que letras de pagode façam sentido, não preciso de hora marcada esquecida ou atrasada e as consequências problemáticas que isso trará. Solteiro não é E.T. , como alguns os amigos casados parecem pensar, nem doente hospitalar que precisa de uma companhia. Chefe casamenteira então, vade retro! Conhecer uma pessoa demanda tempo. Saber se o sexo é bom é rapidinho, mas se é chato ou não, gosta do que você gosta ou não, se se irrita fácil, como lida com as situações cotidianas, se mata barata(!), isso demora à conhecer, compreender e aceitar.
Ainda bem que a nossa espécie evolui e não precisamos mais (a maioria pelo menos) casar por obrigação, namorar somente no portão ou nunca nos divorciarmos. Hoje ergo a bandeira do “deixa que digam, que pensem, que falem” e penso em mim. Somente em mim, apesar de haverem tantas de mim que ser sozinha de verdade é impossível. E não pense que é só discurso, pois acredito que lemas e lemes mudam conforme o vento, mas sempre para nos guiar ao caminho certo, mesmo que este seja desconhecido. Por isso não tenho vergonha de afirmar: “solteira sim, sozinha também!”

Por: Calmila Paier : http://calmila.blogspot.com/

" Para não rotular...quem não está nem aí, e é feliz assim."